Conheça o Jazz Namanha, novo projeto independente que movimenta as noites do Recife


Improviso, ritmo e expressão. Essas são algumas palavras que ajudam a definir o jazz, gênero musical de origem afro-americana, que também pode ser descrito como uma linguagem e manifestação própria. No Recife, essa forma de expressão ganhou novos protagonistas com o projeto Jazz Namanha, que vem ocupando a cena independente local e atraindo o olhar dos recifenses sedentos por 'novos rolês'.
A ideia do projeto, segundo Ian Montezuma, produtor do Namanha em entrevista à TAG, surgiu a partir da necessidade de criar um espaço onde a música improvisada fosse o elemento central. "A nossa abordagem de fazer música através das fusões entre os gêneros brasileiros é o fator que aproxima o público do nome 'jazz'. Encaramos a palavra como um termo que expressa um jeito disruptivo e visceral de fazer música improvisada que se apropria da linguagem brasileira", explica.
Jazz Namanha: da sala de aula para os rolês recifenses
Atualmente, o grupo é formado por Hallan Martins (trompete), Gregori Barros (guitarra) e Miguel Bento (bateria). Eles, em conjunto com Ian, se encontraram por meio do Conservatório Pernambucano de Música - importante ponto de fomento cultural e musical para a cena pernambucana.
"Sempre tive vontade de levar minhas vivências dentro do Conservatório para a rua, para o palco e para o público. Foi nesse contexto de sala de aula que conheci as pessoas que hoje compõem o Jazz Namanha", continua o produtor.
Os encontros e experimentações resultaram edições que viram a demanda aumentar exponencialmente a cada encontro: passando pelo Saltim Café, Armazem de São Jorge, Vito Pizza e no espaço A Fazendinha. Agora, voltando para a Zona Sul , o Namanha se prepara para apresentação no Pico Bar na noite desta sexta-feira (11).
Redes sociais, itinerância e imprevisto

Grande parte do público do Namanha - assim como essa jornalista que vos fala - descobriu o projeto do jeito mais gen alpha possível: por meio do TikTok. Vídeos simples, curtos e com uma pegada aesthetic divulgavam um projeto novo no Recife (aquela cidade que, mesmo com uma agenda cultural vasta, insiste em reforçar que pouco se tem o que fazer).
Montezuma é um dos que acredita que a plataforma ajuda a promover e disseminar as experiências locais que acontecem por aqui. "Acho que depois da pandemia todo mundo ficou um pouco carente de experiências fora da tela e mais palpáveis", acrescenta ainda.
Parte dessa experiência e experimentação também se reflete no formato do projeto: sem local e data fixos, movimentando o público, o cenário local e permitindo novas possibilidades a cada apresentação. Cada edição é um acontecimento único, que também coloca o espectador como parte da jam session.
"Acredito que o Jazz Namanha propõe uma atitude diferente em relação ao que normalmente se espera de um show de música instrumental. O projeto desloca a experiência do público para a catarse do imprevisível e do desconhecido", finaliza Ian.
Serviço
Jazz na Manhã no Pico Bar
Data: Sexta-feira, 11 de setembro
Horário: Abertura da casa às 18h | Início do show às 20h
Local: Pico Bar (Bairro do Ipsep, Recife - PE)
Atrações convidadas: Esdras Guedes, Helton Leyendecker e Caio Domingues
Ingressos: Vendas diretas via perfil oficial no Instagram (@jazznamanha)













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