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Conheça o Jazz Namanha, novo projeto independente que movimenta as noites do Recife

Foto do escritor: Samantha Oliveira
Samantha Oliveira
há 36 minutos
3 min de leitura
Projeto Jazz Namanha acontece em edições itinerantes, fortalecendo a cena independente local | Foto: Divulgação
Projeto Jazz Namanha acontece em edições itinerantes, fortalecendo a cena independente local | Foto: Divulgação

Improviso, ritmo e expressão. Essas são algumas palavras que ajudam a definir o jazz, gênero musical de origem afro-americana, que também pode ser descrito como uma linguagem e manifestação própria. No Recife, essa forma de expressão ganhou novos protagonistas com o projeto Jazz Namanha, que vem ocupando a cena independente local e atraindo o olhar dos recifenses sedentos por 'novos rolês'.


A ideia do projeto, segundo Ian Montezuma, produtor do Namanha em entrevista à TAG, surgiu a partir da necessidade de criar um espaço onde a música improvisada fosse o elemento central. "A nossa abordagem de fazer música através das fusões entre os gêneros brasileiros é o fator que aproxima o público do nome 'jazz'. Encaramos a palavra como um termo que expressa um jeito disruptivo e visceral de fazer música improvisada que se apropria da linguagem brasileira", explica.


Jazz Namanha: da sala de aula para os rolês recifenses


Atualmente, o grupo é formado por Hallan Martins (trompete), Gregori Barros (guitarra) e Miguel Bento (bateria). Eles, em conjunto com Ian, se encontraram por meio do Conservatório Pernambucano de Música - importante ponto de fomento cultural e musical para a cena pernambucana.


"Sempre tive vontade de levar minhas vivências dentro do Conservatório para a rua, para o palco e para o público. Foi nesse contexto de sala de aula que conheci as pessoas que hoje compõem o Jazz Namanha", continua o produtor.


Os encontros e experimentações resultaram edições que viram a demanda aumentar exponencialmente a cada encontro: passando pelo Saltim Café, Armazem de São Jorge, Vito Pizza e no espaço A Fazendinha. Agora, voltando para a Zona Sul , o Namanha se prepara para apresentação no Pico Bar na noite desta sexta-feira (11).



Redes sociais, itinerância e imprevisto

Jazz Namanha surge a partir da experimentação e nova proposta de rolê recifense | Foto: Victoria Spacov
Jazz Namanha surge a partir da experimentação e nova proposta de rolê recifense | Foto: Victoria Spacov

Grande parte do público do Namanha - assim como essa jornalista que vos fala - descobriu o projeto do jeito mais gen alpha possível: por meio do TikTok. Vídeos simples, curtos e com uma pegada aesthetic divulgavam um projeto novo no Recife (aquela cidade que, mesmo com uma agenda cultural vasta, insiste em reforçar que pouco se tem o que fazer).


Montezuma é um dos que acredita que a plataforma ajuda a promover e disseminar as experiências locais que acontecem por aqui. "Acho que depois da pandemia todo mundo ficou um pouco carente de experiências fora da tela e mais palpáveis", acrescenta ainda.


Parte dessa experiência e experimentação também se reflete no formato do projeto: sem local e data fixos, movimentando o público, o cenário local e permitindo novas possibilidades a cada apresentação. Cada edição é um acontecimento único, que também coloca o espectador como parte da jam session.


"Acredito que o Jazz Namanha propõe uma atitude diferente em relação ao que normalmente se espera de um show de música instrumental. O projeto desloca a experiência do público para a catarse do imprevisível e do desconhecido", finaliza Ian.

Serviço


Jazz na Manhã no Pico Bar

  • Data: Sexta-feira, 11 de setembro

  • Horário: Abertura da casa às 18h | Início do show às 20h

  • Local: Pico Bar (Bairro do Ipsep, Recife - PE)

  • Atrações convidadas: Esdras Guedes, Helton Leyendecker e Caio Domingues

  • Ingressos: Vendas diretas via perfil oficial no Instagram (@jazznamanha)

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