"A canalhice é inerente", diz Luiz Lins sobre seu novo álbum, que celebra 10 anos de carreira e experimentações
- Samantha Oliveira

- há 22 horas
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Pernambucano lança 'Os Canalhas Também Envelhecem', novo disco que se movimenta entre o pop, brega, forró e trap de forma autêntica

Já tem um tempo desde que artistas pernambucanos começaram a 'renegar' o título de música regional. Afinal, quais são os critérios para as canções ocuparem essa caixa de definição? O limiar geográfico parece ser o maior definidor, ignorando as melodias e arranjos de outros "ritmos" musicais. Neste sentido, o cantor Luiz Lins apresenta seu novo trabalho, que coincide com o marco de 10 anos de carreira: O.C.T.E - Os Canalhas Também Envelhecem, lançado nesta terça-feira (7), em todas as plataformas digitais, consagrando o segundo álbum do artista.
Ao todo, são 12 faixas autorais, que contam com participações de João Gomes, Mestrinho, Wiu, MC Braz, MC Tocha e Raphaela Santos - uma mistura curiosa e potencial para agradar diferentes públicos e fugir de certas 'caixinhas' musicais. A produção, também assinada por Lins, conta com Jnr Beats e Mazili, fundador do selo pernambucano PE SQUAD.
Em entrevista à TAG no evento de pré-lançamento do álbum, na sexta (3), Luiz Lins faz um balanço entre os dez anos de carreira e sua fase atual. "Unindo as duas épocas, todos os meus trabalhos continuam muito experimentais. Muito fruto de produções que fazem sentido pra mim", explica.
Ainda assim, a presença de feats e artistas distintos é um dos trunfos do disco, os quais influenciaram diretamente na sua produção e composição. O resultado é um álbum que reúne diferentes definições, ao mesmo tempo que conta uma narrativa para o ouvinte. Por meio do brega recifense, forró, sertanejo, bachata, ranchera mexicana, trap e música eletrônica, é possível conhecer a trajetória do 'personagem' principal, que sofre principalmente pelas próprias escolhas, como o próprio título já diz.
Ainda segundo Luiz, as histórias contadas sobre o personagem conquistam por se relacionarem com o público - e também com ele mesmo. "Tem todo um conceito por trás da escolha do nome, mas a canalhice, como Clóvis de Barros Filho define, é colocada como a tentação ao ser humano", justifica. "Às vezes ele [o personagem] é autobiográfico, às vezes é construído, mas é tudo com muita verdade".
A canalhice é inerente, uma luta contra a natureza, a inimiga da ética. O canalha é uma pessoa em favor do bem estar pessoal que vai contra o bem comum. Todo mundo vê o seu lado primeiro, e isso é uma forma de ser canalha.













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